Vendendo meus cursos: A Transição do Presencial para o Digital

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Além da formação tradicional, que é obtida por meio do ensino básico e do ensino superior, os conhecimentos que são necessários para a vida profissional demandam formação contínua.

Essa formação pode vir de cursos diversos, que são um nicho para escolas especializadas, ou mesmo profissionais com larga bagagem, que podem ensinar a outros. Esse nicho era explorado por alguns profissionais, como por exemplo o engenheiro que ensina PPCI em cursos fora da universidade, e que o fazia em datas programadas, cidades fixas e em datas pré-estabelecidas.

Além do fator pandemia, vender cursos nesse formato era inconveniente para alunos fora dos grandes centros. Apesar de existir o olho-no-olho e a possibilidade de tirar dúvidas, passar dias ou uma jornada de horas e horas em aula leva a baixo rendimento e custos que vão além da matrícula no curso. 

Os cursos on-line, além de promover o distanciamento social, são uma oportunidade para quem já fazia os cursos presenciais. Por outro lado, para mudar a forma de dar o curso, é preciso estabelecer uma nova linguagem e mudar de método. Vamos falar um pouquinho mais do que você deve se atentar caso ofereça cursos presenciais e queira ir para o digital também.

1. Crie perfis nas redes sociais

Nos cursos presenciais, as turmas são formadas pela divulgação nos órgãos de classe ou meios tradicionais, mas existem outros locais onde os potenciais compradores de cursos, principalmente on-line, estão. Há vários profissionais que oferecem cursos, e, como em vários produtos e serviços, os primeiros a serem procurados são aqueles que você conhece.

A rede social é um caminho para que potenciais professores de cursos livres possam divulgar seu trabalho e criarem autoridade no mundo digital. Elas são um caminho mais simples para ser conhecido por quem não se tem contato diário.

2. Ofereça cápsulas de conteúdo

A rede social serve para que potenciais alunos saibam qual sua área de atuação e que você está oferecendo cursos. Em momentos especiais, como fatos cotidianos que mexam com a classe profissional, é possível fomentar discussões e demonstrar que você sabe sobre o tema. 

O professor de cursos on-line precisa estar nas redes e, quando possível, ser lembrado. Postar pequenos conteúdos também ajuda a demonstrar que possui domínio do tema. Os perfis das redes também demandam essa dedicação para impactarem.

3. Promova um curso básico e gratuito

Nesse estágio, os potenciais alunos do curso sabem que você existe e que sabe sobre o tema. Falar de forma restrita e sobre assuntos pontuais, na forma de conversa, é diferente de oferecer um curso.

Quem paga por um curso on-line deseja saber como é a didática, se consegue entender bem, qual a dinâmica de aula. Pode ser frustrante não gostar da aula e ter fechado o pagamento, ou fazer a compra e precisar estornar depois.

Um curso básico serve para o aluno ver como é o professor, e já serve como vitrine para um treinamento maior e pago. O curso básico deve agregar ao aluno, mas deve deixar lacunas que o treinamento maior vai cumprir.

4. Formule um curso voltado ao seu novo nicho

Quem é acostumado à aula ao vivo trabalha de forma diferente. Existe a necessidade de fazer o tempo fechar, dar explicações de pronto, fazer aulas em longos períodos e outras particularidades. Uma aula on-line não é a mesma coisa, por mais que você abra uma videochamada no Zoom e ofereça o curso de forma síncrona.

O mais interessante, estando no nicho virtual, é trabalhar de forma a se beneficiar com esse formato. O aluno no meio digital busca flexibilidade de horário, rever o que não entendeu de imediato, consultar o conteúdo depois, ou o contrário: caso precise desenvolver algo em paralelo enquanto faz o curso, ter tudo à disposição e fazer como preferir.

Assim sendo, o ideal é possuir cursos em plataformas on-line onde seja possível obter pagamentos e armazenar vídeos estruturados. Com isso, o aluno possui a aula enquanto preferir, e o professor não precisa estar presente em todas as turmas, otimizando o tempo de todos. Claro que, como conteúdo é copiável, o ideal é estabelecer prazos-limite de acesso aos vídeos, como um ano.

5. Ofereça suporte e tutoria

Fazer curso on-line não significa gravar vídeos e esquecer que o curso existe. O que muda é o foco do professor, que ensina em alguns momentos e promove seu curso em outros, redirecionando esforços. Outro ponto está na atualidade dos conteúdos: Leis, normas, tecnologias, produtos… mudam, e o curso precisa ir acompanhando isso, com a gravação de novas aulas substitutivas e atualizadas.

Alunos têm dúvidas: quem aprende qualquer coisa nova vai ter questionamentos, ou algo que não deu certo quando tentou reproduzir algum método. Por mais que o curso on-line otimize a transmissão do conteúdo, pessoas tiram dúvidas de verdade. A forma de tirar dúvidas pode ser oferecer um momento síncrono para uma pessoa ou grupos de pessoas, criar grupos de WhatsApp ou Telegram, ou mesmo responder comentários de alunos nas plataformas de videoaula (ou tudo isso junto). 

É importante lembrar que um aluno é um cliente e depois da venda, mesmo no curso on-line, existe um suporte. Essa é parte fundamental e insubstituível.

Por fim,

Quem dá cursos presenciais ou mesmo quem passou para o digital por força da pandemia precisa entender o fluxograma de mudança para o mundo dos cursos digitais, que possui suas peculiaridades. Conteúdo é tudo, mas é preciso saber fazer com que os alunos cheguem até ele, começando por conhecer o professor on-line, até a efetivação da compra do curso. 

Esperamos que você tenha gostado e aprendido bastante nesse post! Caso queira compartilhar mais alguma dica, deixe seu comentário!

SOBRE A AUTORIA: Esse texto é um oferecimento d’O Blog do Mestre, gentilmente publicado pelo Meu Sucesso Digital. O Blog do Mestre é um blog que envolve entretenimento, curiosidades, atualidades e muito conhecimento!

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